Mas apesar de ser uma cena bem fofa de se ver, nesta fase os pequeninos ficam expostos a uma série de microrganismos, entre fungos, vírus e ácaros.
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Quando a criança for dar os primeiros passou ou engatinhar, deixe-a no chão bem limpo. Evite carpetes. "Geralmente a quantidade de ácaros nesse material é muito grande e é mais difícil fazer a higienização", orienta a dermatologista. E dá outras dicas para dificultar a aproximação das bactérias: "Lave as mãos do bebê com frequência, usando sempre um sabonete que seja especialmente formulado e testado para a pele dele. E deixe de lado os produtos muito perfumados, pois podem gerar algum tipo de irritação ou alergia."
Sapinho ou monilíase: é causado por um fungo e se manifesta por meio de pontos brancos que cobrem toda ou parte da língua, gengivas, parte interna das bochechas e lábios.
Primeiros sinais: a dor pode interferir na alimentação e fazer com que o bebê perca o apetite.
Tratamento: usar antifúngico líquido quatro vezes ao dia.
Estomatite: essa doença sistêmica provoca mau hálito, acompanhado de saliva com sangue. Surgem também manchas azuladas ou acinzentadas que vão clareando conforme a criança cresce, mas não chegam a desaparecer. "A estomatite pode ser causada por infecção viral, bacteriana, fúngica, trauma, agentes tóxicos e irritantes, hipersensibilidade, doenças autoimunes, sensibilidade à pasta de dentes e corantes de doce", explica Dra. Valéria.
Primeiros sinais: ardência na gengiva, incapacidade para ingerir líquidos e principalmente alimentos ácidos.
Tratamento: depende exclusivamente do diagnóstico da doença-base.
Micose: causada por fungos se desenvolvem quando encontram umidade, calor e baixa defesa imunológica e se instalam na pele. "Ela surge entre o segundo e o quarto dia de vida do bebê e desaparece entre a primeira e a segunda semana de idade", explica a dermatologista.
Primeiros sinais: descamação e coceira na planta dos pés, fissuras e coceira entre os dedos dos pés (frieira) e lesões arredondadas na pele ou na cabeça e queda de pelos.
Como evitar: cuidar da higiene pessoal, secar muito bem as dobras da pele, não ficar em contato direto com produtos de limpeza, não andar descalço e não usar roupas quentes e justas, nem sapatos fechados por muito tempo.
Alergia: essa irritação é causada por pelos de gatos e de cachorros, penas, bolores, ácaros, pólen cosméticos, tintas, certos alimentos (leite de vaca, chocolate), além de picadas de insetos.
Primeiros sinais: crises de asma e renite e diferentes reações na pele - pruridos, coceiras, erupções de diversos tipos, urticária, eczema e inchaços.
Tratamento: procurar sempre orientação médica para identificação do problema. Evitar possíveis substâncias irritantes e cuidados ao ingerir medicamentos.