Aprenda como evitar lesões ao volante

Dirigir um automóvel parece uma tarefa simples e sem consequências para nosso organismo, mas os maus hábitos e o excesso de horas ao volante podem .... Foto: Dominique Leppin/EFE
Maus hábitos e excesso de horas ao volante podem causar lesões e doenças


Dirigir um automóvel parece uma tarefa simples e sem consequências para nosso organismo, mas os maus hábitos e o excesso de horas ao volante podem ocasionar grandes lesões e doenças que influeciam em nossa segurança viária. Lesões de costas, pescoço, problemas cardiovasculares, transtornos digestivos e alterações de sono figuram entre os principais problemas que afetam os motoristas profissionais.

Assim reflete o estudo Segurança e Saúde para Motoristas de Mercadorias, elaborado pela Fundação Mapfre, em colaboração com o Centro de Estudos de Prevenção e Saúde Laboral (Cepsal) e a Associação de Especialistas em Prevenção de Riscos Trabalhistas (Aepsal), da Espanha.

Este estudo estabeleceu que as doenças que mais afetam este grupo são "as de origem cardiovascular, transtornos do sistema locomotor, doenças respiratórias, úlceras gástricas e uma série de alterações relacionadas com a falta de ergonomia no local de trabalho e uma carga mental excessiva, que provocam problemas de postura e alterações do comportamento".

Para Julio Laria, diretor-geral do Instituto de Segurança Viária da Fundação Mapfre, o motorista profissional realiza um "trabalho muito exigente" e sobre o qual é preciso vigiar muito de perto seu sobrepeso. Para Laria, o sobrepeso e o sedentarismo são dois aspectos que influeciam de maneira determinante no surgimento de problemas de inércia, cardiovasculares, de postura e digestivos.

"O mais recomendável é manter um peso razoável, ter uma dieta o mais ajustada possível para evitar o sobrepeso e que não degenere em outras doenças", disse.

A maioria das doenças que estes trabalhadores desenvolvem, vinculadas à sua profissão, é relacionada com movimentos repetitivos e posturas sustentadas (tendinite e epicondilite); com o sedentarismo (alterações cardiovasculares); com alimentação inadequada (transtornos digestivos) e hábito tabáquico e alcoólico (bronco e cardiopatias).

Além disso, os motoristas de mercadorias sofrem outro tipo de lesões quando realizam trabalhos anexos a sua atividade principal. Estas são: deslocamentos, entorses e torções, assim como ferimentos superficiais, ocasionadas principalmente por manipulação de todo tipo de carga.

Vigiar a saúde dos motoristas
A Fundação Mapfre aconselhou "realizar pausas para fazer alongamentos, relaxar os músculos, mudar a posição do corpo nos descansos, e esticar os músculos suavemente para evitar contraturas".

Realizar exercício físico de forma habitual, reduzir o consumo de álcool e tabaco, e manter hábitos alimentares saudáveis estão entre as recomendações que os motoristas devem seguir para evitar doenças cardiovasculares.

O Instituto de Segurança Viária da Fundação Mapfre trabalha na elaboração de planos preventivos para conscientizar as empresas e sensibilizar os motoristas para que tomem conta de sua saúde, além da conveniência de elaborar uma lista de doenças profissionais para poder estabelecer uma possível relação com alguns dos acidentes trabalhistas que acontecem.

Para o diretor-geral do instituto, os fabricantes de automóveis trabalharam muito em ergonomia e em proteção de determinadas partes do corpo dos motoristas. "Progrediu-se muito em questão de pescoço e cabeça, partes que mais sofrem em caso de acidente", disse Laria, reivindicando mais e melhores áreas de descanso para estes profissionais.

A fadiga
Precisamente, o descanso é um aspecto a vigiar por um grupo que sofre um grande estresse laboral por causas como a adaptação a diferentes horários, longos períodos fora do domicílio particular, o isolamento e o risco de sofrer acidentes.

"Se a isto for somado o cansaço físico, descobrimos que a população de motoristas de mercadorias está exposta a um alto grau de fadiga mental", apontou o estudo da Fundação Mapfre, mas se tal cansaço é acumulativo e as causas que o produzem não desaparecem "pode desembocar em um cansaço crônico", mais complexo e do qual não é possível se recuperar com um simples descanso.

A esta fadiga se somou nos anos o estresse perceptivo do motorista, provocado pelo excesso de informação recebida no painel do veículo (velocidade, rotações do motor, temperatura interior/exterior, GPS etc.), "informação de grande utilidade para a tomada de decisões, mas que poderia chegar a saturar os canais de atenção e percepção", apontou a Fundação Mapfre.

Conheça os benefícios da melancia para a vida sexual


Melancia deixa os fluidos corporais adocicados. Foto: Getty Images
Melancia deixa fluidos corporais adocicados


A melancia é uma fruta saborosa, barata e refrescante, sendo usada até como uma sobremesa de baixa caloria. Embora ela seja conhecida há décadas como uma ótima fonte de vitaminas C, A e B6, estudos recentes descobriram que a melancia, que tem origem na África, também é um excelente antioxidante e pode fazer bem para a saúde sexual. 
O Departamento de Agricultura norte-americano divulgou um estudo que indicava que o consumo regular de melancia é benéfico para homens e mulheres e previne a disfunção erétil, a hipertensão, melhora a sensibilidade à insulina e a degeneração macular. Isso porque a fruta é rica em licopeno, que é um poderoso antioxidante carotenoide que neutraliza radicais livres, que por sua vez, são substâncias nocivas ao corpo.

A inclusão da melancia na dieta tem como benefício ainda diminuição do colesterol e das chances de desenvolver artrite reumatoide e ortoartrite, além de proteger o corpo de alguns cânceres, como o de próstata, endométrio, pulmão e mama.

Pessoas que trabalham com a indústria sexual já conheciam os benefícios da melancia. Assim como os aspargos fazem o espermatozoide adquirir um cheiro forte e ficar com o gosto amargo, a melancia age justamente de maneira oposta. Por ser uma fruta rica em água e açúcares naturais, ela colabora para tornar os fluidos do corpo mais adocicados e perfumados. Essa lista inclui a saliva, o sêmen e a secreção vaginal. E o efeito pode ser notado algumas horas após a ingestão da melancia.

Estudos indicam ainda que os benefícios do licopeno e do betacaroteno presentes na fruta melhoram quando ela é consumida em temperatura ambiente. Por isso, vale o sacrifício de deixá-la um tempinho fora da geladeira.

Especialistas explicam as diferenças entre alimentos diet, light e zero

Produtos light, diet e zero costumam causar confusão na hora da compra. E as opções aumentam a cada dia. Afinal, qual deles não contém açúcar, gordura e ajuda a emagrecer? O que é mais indicado para cada caso? Muitas pessoas não sabem, mas alguns alimentos light ou diet podem ser tão ou mais calóricos que os normais.
 
Light, diet e zero (Foto: Arte/G1)
Segundo Amanda, é fundamental prestar atenção nos rótulos e nas porções consumidas. E um mesmo produto pode ser light, diet e zero, já que uma categoria não exclui a outra. Por isso, deve-se verificar qual é o ingrediente que está tornando determinado alimento reduzido ou ausente de algo.
Os itens light apresentam uma diminuição de 25% em algum componente se comparado com o original. Podem ser calorias, açúcares, gorduras, sódio ou outros nutrientes. Na pipoca light, por exemplo, a diferença de calorias, gorduras e carboidratos é pequena. A margarina tem menos da metade das gorduras e calorias que a normal. Já o sorvete light é feito com menos carboidratos e quase metade das calorias, porém concentra mais que o dobro de sódio.
Alimentos zero são os que contêm uma quantidade não significativa de algum item em relação ao tradicional. O refrigerante light ou zero tem zero caloria, mas a quantidade de sódio é maior.
O diet, por sua vez, é recomendado para dietas especiais, como a de pacientes diabéticos. Costuma ter menos carboidrato, açúcar, gordura ou sódio. Entre o chocolate light e diet, por exemplo, a diferença é pequena: o diet contém mais gordura e carboidrato que o normal, e pode ser mais calórico. Já o zero não tem açúcar nem lactose, além de menos calorias e carboidratos.
Segundo Halpern, 1 grama de gordura concentra 9 calorias, contra 4 calorias em 1 grama de carboidrato. O especialista também recomendou conferir sempre o valor energético dos produtos e não exagerar, pois aí os benefícios se perdem e pode haver o efeito contrário

Ela está de volta

A coqueluche voltou e promete tirar o sono dos pais. É que são eles os responsáveis pela transmissão da doença em mais da metade dos casos

Depois de anos em baixa, a coqueluche voltou com força total. De acordo com dados divulgados durante o seminário América Latina Sem Pertussis, realizado na República Dominicana, no momento, os mais prejudicados são os países da América Latina, apesar de uma epidemia na Califórnia, nos EUA, em junho de 2010. Só para se ter uma ideia, os índices da doença no Brasil cresceram 34% quando comparados os períodos de 2007 a 2009 e de 2001 a 2003. Na Argentina, o aumento no mesmo período foi de 453% e na Costa Rica, de 4184%, segundo números divulgados pela Organização Mundial da Saúde. A América Latina registrou 21 mil casos da doença entre 2007 e 2009.

Atualmente a coqueluche é a quinta causa de morte em menores de 5 anos. A grande preocupação está ligada à contaminação dos bebês menores de 6 meses. Isso porque crianças nesta idade podem não ter recebido as três doses da vacina contra a doença que, geralmente, são dadas aos 2, 4 e 6 meses de idade. No Brasil é feito ainda o reforço da vacina aos 15 meses e 4 anos. O problema é que os bebês só ficam protegidos mesmo após as três doses. Nesse meio tempo, podem ser contaminados pela doença e isso pode trazer consequências preocupantes.

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida ou ainda, pertussis, é causada pela bactéria Bordetella pertussis. O que acontece hoje em dia é que grande parte dos casos se dá pela exposição da criança à doença pelos próprios pais ou cuidadores. Os números apontam os pais como sendo os responsáveis em 55% das vezes. Por isso, a estratégia adotada pela Costa Rica foi de fazer um “casulo” de proteção em torno da criança: vacinar pais, irmãos, cuidadores como babás e profesoras e até a própria equipe médica que tem contato com os bebês. Aplicando este método o país conseguiu reduzir o número de casos em 67% nos anos de 2008 e 2009.

Durante o ponto mais crítico a Costa Rica registrou uma proporção de 45 casos por 100 mil habitantes, quando o aceitável pela OMS é de 1 caso por 100 mil habitantes. Enquanto isso, o Brasil registrou 0,5 caso por 100 mil habitantes em 2009, o que em números absolutos representaria algo em torno de 10 mil casos.

Os sintomas da coqueluche são: crises de tosse que podem durar até 30 minutos e acontecem várias vezes ao dia, principalmente à noite. A tosse provoca a falta de ar, já que fica difícil recuperar o fôlego durante a crise.

Nos bebês, a doença vem com mais força que nos adultos. Quando o bebê é bem pequeno ele nem chega a tossir, mas fica um tempo sem respirar e, isso sim, é bem preocupante porque afeta a oxigenação no cérebro, compromete a realização de tarefas vitais do corpo e pode até levar à morte.

Por isso é importante não só garantir que a caderneta de vacinas do seu filho esteja em dia, como que você, os irmão e os cuidadores da criança estejam protegidos. “Dez dias após tomar a vacina, de 88% a 90% dos adultos e adolescentes já desenvolveram os anticorpos necesarios ao combate à doença”, afirma a diretora da Clínica Internacional da Criança Adotada do Children’s Memorial Hospital de Chicago, nos EUA, Tina Tan. Muitas vezes a doença não é dignosticada corretamente porque em grande parte dos casos em adultos a doença vem na forma de uma tosse chata que dura algunas semanas e pode não ser detectada em um exame clínico.

Chocolate e cafeína podem desencadear enxaqueca; tire dúvidas

 . Foto: Getty Images
Qualquer pessoa pode desenvolver enxaqueca; estimativas indicam que o problema é mais comum entre as mulheres


Se você tem dores de cabeça e logo fala que sofre de enxaqueca, saiba que nem todo incômodo recebe essa classificação. A enxaqueca, em particular, apresenta ao menos cinco crises dolorosas. Alguns alimentos costumam desencadear crises, como o chocolate e a cafeína. Quer saber mais sobre a doença, como sintomas, causas e detalhes do tratamento? Então, confira abaixo oito explicações do neurologista Álvaro Pentagna, do Hospital São Luiz, de São Paulo:

1 - O que é
Enxaqueca é um tipo de cefaleia (dor de cabeça) primária, ou seja, uma dor de cabeça sem lesão craniana que a justifique. É uma doença crônica que requer tratamento adequado.

2 - Sintomas
Não existem "simples dores de cabeça". Todas têm uma classificação específica. A enxaqueca, em particular, apresenta ao menos cinco crises dolorosas (com duração de quatro a 72 horas). É comumente pulsátil, unilateral, de intensidade moderada à forte. Piora com atividade física rotineira (como subir escada) e vem acompanhada por náusea e, eventualmente, vômitos. Luz e barulho incomodam bastante durante as crises. Além disso, podem ocorrer auras enxaquecosas, que são fenômenos visuais de luzes ou pontos cegos, formigamentos pelo corpo, sons ou odores sentidos antes ou no início do evento.

3 - Diagnóstico
Para o diagnóstico, as características acima são analisadas pelo médico, que também deve estar seguro que não haja uma causa lesional para a dor (cefaleia secundária).

4 - Gatilhos
Os pacientes geralmente conhecem os hábitos que costumam desencadear crises. Os gatilhos mais mencionados são estresse, privação ou períodos prolongados de sono, menstruação, chocolate, cafeína, álcool (principalmente vinho tinto), alimentos ácidos, alguns perfumes ou odores. É importante lembrar que esses itens não são fatores que levam alguém a desenvolver enxaqueca, mas só facilitadores de crise em portadores.

5 - Mulheres
Estima-se que haja uma prevalência da patologia em aproximadamente 18% das mulheres e 6% dos homens. A principal época de início das crises é entre a segunda e terceira décadas de vida.

6 - Causas
São várias as teorias sobre as suas causas, mas ainda não se sabe com certeza todos os mecanismos envolvidos. Quanto à causa genética, desde o século XVII, existem descrições sobre um padrão familiar da dor, porém isso não pode ser aplicado a todos os pacientes. Há um tipo específico de enxaqueca, a hemiplégica familiar, que está relacionada a um cromossomo específico em 50% dos casos.

7 - Predisposição

Qualquer pessoa pode desenvolver o problema. Basta ter predisposição genética e alterações vasculares e nervosas que a medicina ainda não sabe especificar tão bem;

8 - Tratamento
O tratamento é baseado em evitar os comportamentos acima e em medicamentos. O paciente deve tomar diariamente o remédio preventivo para que não ocorra a crise dolorosa ou para que seja menos intensa, duradoura e frequente. O abortivo da dor é um medicamento usado assim que se percebe a vinda da dor e sua função é reduzir a intensidade e duração da crise. Exercícios de relaxamento ou terapia cognitivo-comportamental são medidas terapêuticas de grande ajuda.

Dor no pescoço? Pode ser emocional

A dor no pescoço é vice-campeã de reclamações nos locais de trabalho. A campeã é a dor nas costas. Nos Estados Unidos, por exemplo, pacientes crônicos têm direito a reduzir atividades que possam agravar o quadro e a acomodações apropriadas no ambiente profissional. De acordo com o ortopedista Gilberto Anauate, do Hospital Santa Paula (SP), a dor no pescoço não é causada apenas pela má postura, podendo ser um problema emocional.

“O estresse pode ser o grande vilão da cervicalgia em grande parte dos casos. Os músculos localizados atrás do pescoço têm de estar sempre tensos para suportar a parte de cima do corpo. Quando eles trabalham além da conta, sofrendo contrações constantes de fundo nervoso, a dor é inevitável. Inclusive, pode ser irradiada para os ombros ou ainda resultar em dor de cabeça”, diz o médico.

O ortopedista afirma que, por apresentar grande mobilidade em relação ao restante da coluna, a região cervical está mais sujeita a dores e contraturas musculares devido à friagem e, principalmente, episódios de alta tensão psicológica. Uma vez diagnosticada a raiz do problema, Anauate orienta o paciente a buscar ajuda especializada.

“Cada vez mais surgem recursos terapêuticos que podem amenizar a dor no pescoço. O paciente pode ser orientado a seguir um tratamento à base de anti-inflamatórios e relaxantes musculares, ou mesmo a buscar terapias complementares, como a acupuntura. O ideal é que seja feita uma investigação personalizada”. O médico faz ainda um alerta: “Ninguém pode se acostumar com a dor. Se ela começar a irradiar para os braços, ou se o paciente começar a sentir ‘pinçadas’ no pescoço, é necessário uma investigação diagnóstica mais detalhada”.

O doutor Gilberto Anauate aponta sete dicas para driblar a dor no pescoço:

1. Nos dias frios, agasalhe-se bem e evite tomar friagem;

2. Quem trabalha o dia inteiro diante do computador deve fazer pausas para movimentar ombros e pescoço lentamente, por alguns minutos, a cada duas horas. Esse hábito alivia a tensão que normalmente se acumula ao longo do dia;

3. Quem passa horas no trânsito não pode descuidar do pescoço. Além do cinto de segurança, é importante contar com um encosto de cabeça devidamente ajustado ao corpo, mantendo os braços esticados e as mãos firmes no volante. Não dirija se a dor estiver muito forte;

4. Massagens suaves com óleos aromáticos ou anti-inflamatórios em gel ou creme também contribuem para aliviar a dor;

5. Donas-de-casa devem se acostumar com novos hábitos na hora de se abaixar ou suspender objetos. É importante usar mais a força das pernas para abaixar ou se levantar.

6. É importante praticar regularmente atividades de relaxamento para a mente e o corpo. Isso inclui terapias alternativas, hobbies, ou simplesmente se dar ao luxo de descansar mais;

7. Usar travesseiro é indicado. Mas a escolha deve recair sobre um modelo que não seja nem muito fino, nem muito grosso. O ideal é dormir de lado e escolher um travesseiro que se encaixe muito bem entre a extremidade do ombro e o início do pescoço. Dr. Gilberto Anauate é médico ortopedista do Hospital Santa Paula.

Câncer: novos remédios e terapias pautam encontro de oncologistas


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A ASCO 2011 acontece em Chicado entre os dias 4 e 8 de junho


Entre os dias 4 e 8 de junho ocorre em Chicago, nos Estados Unidos, a edição anual do encontro da ASCO (American Society of Clinical Oncology). Serão 30 mil oncologistas e especialistas debatendo avanços e estudos sobre o câncer. Em São Paulo, antes do embarque dos médicos brasileiros para o evento, foi realizado nesta sexta-feira (20) o Pré-ASCO, uma prévia do que será debatido no evento oficial.

O principal tema abordado este ano é o melanoma, um câncer que surge na pele. Medicamentos como o Yervoy (ipilimumab), que foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) em março, estão ajudando no tratamento do diagnóstico avançado da doença e podem ser de grande valia, segundo analisou o chefe do Centro Avançado de Oncologia do Hospital São José, Antônio Carlos Buzaid. "Esse é o ano do melanoma na ASCO e alguns medicamentos, como o Yervoy, que aumenta o sistema imunitário do paciente, pode gerar uma sobrevida maior nesse tipo de câncer que pode ser tão perigoso", disse.

Outro medicamento importante e que será debatido na ASCO é o Crizotinibe, que ainda está em estudos e promete ser uma nova arma contra um tipo raro de tumor de pulmão, conhecido como câncer de pulmão de células não pequenas, ou NSCLC. Nesse tipo de câncer, uma alteração genética específica chamada EML4-ALK pode ocorrer e o Crizotinibe promete combater esta evolução do tumor.

Essa mutação ocorre entre 3% e 5% dos pacientes que possuem o câncer de pulmão de células não-pequenas e é mais comum em pessoas não fumantes. Sobre a importância da nova droga, o oncologista Antônio Buzaid lembrou de um de seus pacientes que foi salvo pelo uso do medicamento. "Eu tive um paciente de 40 anos, que estava literalmente morrendo e teve essa mutação específica para não fumantes. Ele foi para Boston, nos Estados Unidos, tomou esta medicação que é oral e voltou para o Brasil melhor, voltou a trabalhar e toca a vida normalmente. Hoje ele já consegue receber o medicamento aqui no Brasil mesmo", falou o médico.

Para Antônio Buzaid, que estará na ASCO, apesar se ser uma promessa interessante, infelizmente o medicamento não irá curar todas as pessoas com este tipo de mutação. "Teve uma outra paciente que estava no limite, chequei a mutação e vi que era compatível. Consegui trazer a droga, mas acabei perdendo esta paciente por causa de uma infecção posterior", disse.

A boa notícia que pode chegar após o congresso é a melhor sintonia entre um novo tipo de tratamento chamado de terapia-alvo e a própria quimioterapia. A terapia-alvo nada mais é do que um tratamento específico, que monitora o tipo e os possíveis subtipos de câncer as variações ele pode sofrer. A terapia alvo impede estas mutações, impedindo a evolução do tumor.

"Imagine o câncer como um navio de guerra. Se você bombardeá-lo, como é feito na quimioterapia, ele pode ser afetado, mas se ele tiver bons marinheiros, estes poderão consertar o casco e fazer com que o navio flutue. A terapia-alvo funciona como uma bomba de gás venenosa que aniquila os marinheiros e, depois, a quimioterapia bombardeia este navio que, sem a possibilidade de reconstrução, inevitavelmente afundará", comparou o médico.

A Pré-ASCO foi promovida pela Pfizer e recebeu cerca de 120 profissionais médicos e pesquisadores